quarta-feira, 29 de novembro de 2017

PME’s portuguesas têm um peso de 56% nas exportações em valor para o espaço da União Europeia (2015)


O EUROSTAT acaba de publicar um conjunto de dados, referentes a 2015, sobre a posição das pequenas e médias empresas (PME’s) no comércio de bens no espaço da União Europeia. Este trabalho indica que as PME’s  (empresas com menos de 249 trabalhadores) representam 44,6% das exportações intra-europeias em valor, enquanto as grandes empresas (+ de 250 trabalhadores) são responsáveis por 55,4%. Já no que se refere às importações, as PME´s têm um peso de 50,9% e as grandes empresas contribuem com 49,1%.  

Em 5 países da União Europeia, as PME’s  geram mais de 2/3 do valor total das exportações de bens no espaço intra-europeu: Chipre (88,1%), Letónia (81,2%), Bélgica (70,2%), Estónia (68,1%) e Holanda (66,5%).  Em sentido oposto, com as PME’s a representarem menos de 1/3 do valor das exportações de bens no interior da União Europeia, temos países como a França (21,4%) - o valor mais baixo dos países da União Europeia e onde a posição das grandes empresas é dominante -, Alemanha (26,1%), Eslováquia (29,9%) e Irlanda (32,3%).

Do lado das importações, num grande maioria dos países membros da União Europeia, pelo menos metade das importações em valor intra-europeias são realizadas por PME’s. Destacam-se neste âmbito as importações realizadas pelas PME’s da Letónia (84,6% do total), Chipre (81,5%), Estónia (78,6%), Lituânia (78%) e Malta (76,6%).

No caso de Portugal, as PME’s asseguram 56% das exportações de bens, em valor, do país para o espaço da União Europeia enquanto as importações realizadas pelas PME’s têm um peso de 70,8%, o que permite evidenciar o papel muito relevante que estas empresas ocupam (também) ao nível do comércio externo nacional.

domingo, 17 de setembro de 2017

Comissão Europeia arranca com o processo de negociação de acordos comerciais com a Austrália e Nova Zelândia

No passado dia 13 de setembro, a Comissão Europeia iniciou os procedimentos para o arranque das negociações com a Austrália e a Nova Zelândia com vista ao estabelecimento de acordos comerciais. A Comissão Europeia apresentou ao Conselho Europeu duas recomendações, juntamente com as propostas de mandatos de negociação, e de seguida irá solicitar autorização formal aos Estados-Membros para o começo das negociações que se espera virem a terminar no final do seu mandato. Veja aqui algumas das razões que poderão justificar a celebração destes acordos.

sábado, 15 de julho de 2017

Inquérito a empresas exportadoras aponta para aumento nominal de 7,5% das exportações portuguesas de bens em 2017

 
Em termos metodológicos, "IPEB incide sobre uma amostra de empresas exportadoras de bens em atividade, localizadas em Portugal, que declararam valores de exportação nas estatísticas do Comércio Internacional de Bens (CI) no ano 2015 superiores a 250 000€ (soma do Comércio Intra-UE (via Sistema Intrastat) e do Comércio Extra-UE (via Declarações Alfandegárias)) ou no ano 2016 no caso de novas empresas exportadoras", tendo sido realizado junto de uma amostra de 3 022 empresas, que representavam cerca de 90% das exportações nacionais de bens". 
 
De acordo com os resultados deste inquérito, "as empresas exportadoras de bens perspetivam um crescimento nominal de 7,5% das suas exportações em 2017, revendo 2,2 pontos percentuais (p.p.) em alta a 1ª previsão indicada em novembro de 2016. Esta revisão resulta da atualização das expetativas das exportações para ambos os tipos de comércio: +2,3 p.p. nas exportações Extra-UE, para uma variação de 11,2% e +2,2 p.p. nas exportações Intra-UE, para +6,3% de crescimento nominal".
 
Na primeira previsão de 2017 do IPEB, que foi realizada em novembro de 2016, as empresas exportadoras inquiridas perspetivavam um aumento nominal de 5,3% das exportações de bens em 2017.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Jornal francês "Le Monde" destaca capacidade de transformação de setores tradicionais da indústria portuguesa

"Poussiéreuses, archaïques, low cost… Il y a vingt ans, les industries du textile, du liège ou de l’agroalimentaire lusitaniennes étaient données pour mortes, ou presque. Mais elles se sont transformées et sont devenues des championnes de l’export, contribuant à la reprise économique du pays", este é o subtítulo de um  artigo da autoria da jornalista Marie Charrel, publicado na edição do último fim-de-semana no jornal francês Le Monde, sobre a evolução da economia portuguesa e as transformações verificadas nos últimos anos no tecido empresarial nacional, nomeadamente em alguns setores industriais tradicionais como o têxtil, calçado, cortiça e agroalimentar. Neste texto, intitulado "La renaissance des industries traditionnelles portugaises", é ainda destacada, com base em dados quantitativos e em diversos testemunhos recolhidos em Portugal, a competitividade e a resiliência exportadora destes setores tradicionais  e as estratégias que foram seguidas pelas empresas para fazerem face à concorrência internacional de países asiáticos e da Europa Central e Oriental.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Presidente Mário Soares (1924-2017)

O Presidente Mário Soares marcou de uma forma preponderante a história recente de Portugal. A sua ação política teve um impacto determinante na sociedade e na história portuguesa do Sec. XX. Deixa um legado de paz, de democracia, de liberdade, de tolerância, de universalidade e de combate por um Portugal mais moderno, mais desenvolvido, mais inclusivo, mais inovador. Numa dimensão mais pessoal, nunca me esquecerei da audiência que concedeu, em 1991, enquanto Presidente da República, à então recém-eleita Direção da Associação Académica de Lisboa, de que eu era membro, para se inteirar das principais preocupações e reivindicações dos estudantes da academia de Lisboa e da conversa que manteve com aquele grupo de jovens sobre  a intervenção associativa e política em Portugal e os principais desafios que naquela altura se colocavam ao nosso país. Muito obrigado, Presidente Mário Soares!